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Incontinência Fecal

O que é incontinência fecal?

A Incontinência Fecal é a perda inesperada de fezes ou incapacidade de controlar a eliminação de fezes.

Por Dra. Eliane Basques·06 de junho de 2026·3 min de leitura
O que é incontinência fecal?

Imagem: Adobe Stock

A responsabilidade por essa habilidade é dos músculos da parede do reto e canal anal, além dos músculos do assoalho pélvico.

Vários fatores nos ajudam a controlar nossos movimentos de evacuação: perceber a presença de fezes no reto, relaxar o reto e acomodar as fezes até você ir ao banheiro e a manutenção da inervação retal.

Esta condição é comum?

A maioria das pessoas com incontinência fecal são idosos e mulheres, mas é mais comum do que se imagina.

Quais são os sintomas?

Geralmente adultos não apresentam incontinência fecal exceto em episódios de diarreia. Os sintomas, mas frequentes são: incapacidade de segurar gases, perda “silenciosa” de fezes durante atividades diárias ou após a refeição, incapacidade de chegar ao banheiro a tempo, além de perda fecal noturna.

O que causa a incontinência fecal?

É causada por condições que afetam a capacidade do reto em segurar as fezes. Dentre estas, lesões obstétricas, cirurgia anal e cirurgia na coluna. O envelhecimento causa degeneração dos nervos e músculos anais, principalmente se foram lesados enquanto jovens.

Quais testes são utilizados para diagnosticar a Incontinência Fecal?

  • Manometria Anorretal – mede a força dos esfíncteres, avalia sensibilidade e complacência;
  • Ultrassom Anorretal – avalia se a musculatura foi lesada;
  • Defeco Ressonância – avalia a integridade dos músculos do assoalho pélvico, avalia como o reto trabalha durante o esforço.

Tratamento eficazes podem melhorar ou restaurar o controle intestinal

  • Dieta: Evitar alimentos condimentados, gordurosos e laticínios. Bebidas contendo cafeína e adoçantes artificiais;
  • Medicamentos: Algumas medicações podem ajudar a ter maior controle intestinal e ter evacuações mais previsíveis nos casos de diarreia, como a loperamida;
  • Mudanças comportamentais: certos comportamentos melhoram a consciência dos movimentos intestinais. Tentar evacuar logo após a alimentação e não ignorar a menor vontade de evacuar;

Dica

Biofeedback: Este tipo de tratamento melhora a percepção dos movimentos intestinais e aumenta a força da musculatura relacionada a continência.

A cirurgia tem algum papel?

Sim em alguns casos, é necessário tratamento cirúrgico:

  • Esfincteroplastia nas lesões esfincterianas como em lesões pós parto.
  • Estimulador de nervo sacral – funciona como um “marcapasso “melhorando a continência.

Colostomia como último recurso.

Atenção

Procure um médico especialista em motilidade intestinal se você se identificou com este post.


Dra. Eliane Basques

Autor

Dra. Eliane Basques

CRM-MG 27601 | RQE 9324

Cirurgiã pediátrica com expertise em manometria anorretal e disfunções do assoalho pélvico. Cofundadora da NU.V.E.M, atua na interface entre gastroenterologia e cirurgia.

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